A Bela Baleia Cósmica e os fluxos de maré estelares


1. Esta é a galáxia espiral da NGC 4631, está localizada a uma distância de apenas 25 milhões de anos-luz na constelação Canes Venatici.

A NGC 4631 tem o tamanho similar a nossa galáxia Via Láctea, mas a sua forma levou alguns a achar parecida a um arenque cósmico e para outros com uma baleia, então ela ficou conhecida 'A Galáxia da Baleia'. 

Na fotografia vemos um pequena companheira elíptica e brilhante, é galáxia NGC 4627 que está ligeiramente acima do núcleo amarelado e empoeirado da Galáxia da Baleia.

Recentemente ténues galáxias anãs foram descobertas no halo da NGC 4631. Na verdade, os fracos fluxos que se estendem abaixo e acima de NGC 4631 são agora reconhecidos como fluxos de maré estelares. 

Esses fluxos ou correntes de estrelas são restos de uma galáxia anã satélite perturbada pelos repetidos encontros com a NGC 4631, que começaram a cerca de 3,5 bilhões de anos atrás. 

Mesmo em galáxias próximas, a presença de correntes de maré de estrelas está previsto por modelos cosmológicos de formação de galáxias, incluindo a formação de nossa própria Via Láctea. 


2. Existem muitas galáxias espirais que possuem uma espécie de um halo azul causado por colisões, como na galáxia da Baleia que são chamdos de fluxos de maré. 
No artigo: "A formação e evolução das galáxias", destacamos a seguinte informação para esclarecer o que é fluxos de maré. 

"O fluxo e refluxo das marés são criados quando a Lua atrai o nosso planeta e seus oceanos diferencialmente. Da mesma forma, uma grande espiral deforma uma galáxia satélite em órbita ao exercer um impulso mais forte de um lado do que do outro.

No processo, algumas das estrelas do galáxia satélite são removidas deixando um rastro, como de migalhas de pão, um registro fóssil de uma estrutura de maré estelar.

Durante a fusão, as estrelas de uma galáxia satélite podem ser puxadas em longas corretes, depositadas em camadas de detritos ou varridas em enormes estruturas em forma de guarda chuva que envolvem a galáxia-mãe e permanecem detectáveis por vários bilhões de anos como uma gigantesca relíquia cósmica.

Evidências da primeira corrente estelar foram descobertas na galáxia da Via Láctea durante os anos 90. Conhecida como Sagitário Anão Elíptica, esta pequena galáxia satélite está orbitanto em uma tragetória perpendicular ao amplo plano estelar da Via Láctea, fazendo com que ela passe por nossa galáxia. A cada passagem pelo disco as estrelas estão sendo removidas formando um fluxo fino. 




Fontes: 
1. Astronomy Pictures of the Day 
Crédito de imagem: R. Jay Gabany (Blackbird Observatory) 
Colaboração: David Martinez-Delgado (Universidade de Heidelberg), et al.
http://apod.nasa.gov/apod/ap151219.html


2. Crédito R.Jay Gabany/ Cosmotography.com
https://www.cosmotography.com/images/small_new_ngc4631.html
https://www.cosmotography.com/images/galaxy_formation_and_evolution.html




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https://na-linha-d-agua-imagensastronomicas.blogspot.com/2014/11/ilhas-no-mar-do-universo.html







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