Beleza Cósmica das Regiões de Formação Estelar

 
Nesta bela imagem do glóbulo cometário CG4 ele parece monstruoso, grande e brilhante mas, na realidade, é uma nebulosa bastante tênue nada fácil de observar. 

A natureza exata da nebulosa CG4 permanece um mistério. 
A imagem foi obtida pelo Very Large Telescope do ESO. 

Fonte: ESO
Crédito: ESO 




Esta imagem, obtida pela Omega CAM montada no VLT Survey Telescope, no Observatório do Paranal, mostra uma parte da associação estelar Ara OB1. 

No centro da imagem está o aglomerado estelar aberto NGC 6193, com cerca de trinta estrelas brilhantes que forma o centro da associação OB1 do Altar. 

As duas estrelas mais brilhantes são estrelas gigantes muito quentes que são a principal fonte de iluminação da Nebulosa da Orla ou NGC 6188, que pode ser vista à direita do aglomerado.

Uma associação estelar consiste num grande grupo de estrelas fracamente ligadas que ainda não se afastaram completamente do seu local de formação inicial. 

As associações OB são essencialmente constituídas por estrelas azul-esbranquiçadas muito jovens, 100 000 vezes mais brilhantes que o Sol e cerca de 10 a 50 vezes mais massivas.

A Nebulosa da Orla é uma proeminente parede de nuvens escuras e brilhantes que marca a fronteira entre a região de formação estelar ativa no seio da nuvem molecular, conhecida por RCW 108, e o resto da associação [1]. 

A área em torno da RCW 108 é constituída essencialmente por hidrogênio - o ingrediente principal da formação de esrelas. Estas regiões são também conhecidas por regiões H II.

A radiação ultravioleta e os intensos ventos estelares lançados pelas estrelas de NGC 6193 parecem levar a nova geração de formação estelar às nuvens de gás e poeira que o rodeiam. À medida que fragmentos da nuvem colapsam, vão aquecendo e formando eventualmente novas estrelas.

À medida que a nuvem vai criando novas estrelas, vai sendo também erodida pelos ventos e radiação emitida pelas estrelas anteriormente formadas e pelas violentas explosões de supernovas. 

É por isso que estas regiões H II onde ocorre formação estelar tendem a ter um tempo de vida de apenas alguns milhões de anos. 

A formação estelar é um processo muito pouco eficiente, com apenas cerca de 10% do material sendo aproveitado e o restante é perdido no espaço.

A Nebulosa da Orla mostra também sinais de estar numa fase inicial de “formação de pilares”, o que significa que no futuro poderá ficar parecida a outras regiões de formação estelar bem conhecidas, como a Nebulosa da Águia (Messier 16, que contém os famosos Pilares da Criação) e a Nebulosa do Cone (parte de NGC 2264).

Esta imagem única foi, na realidade, criada a partir de mais de 500 imagens individuais obtidas através de quatro filtros de cor diferentes, com o VLT Survey Telescope. 

O tempo de exposição total foi de mais de 56 horas. É a imagem mais detalhada desta região obtida até hoje.

Notas
[1] Esta nebulosa é também famosa entre os astrônomos, já que uma imagem sua anterior foi usada como capa de um DVD de distribuição da coleção de software para astrônomos compilada no ESO, Scisoft, cuja versão mais recente foi lançada há algumas semanas atrás, sendo, por isso, também conhecida por Nebulosa Scisoft.


Crédito de texto e imagem: ESO                               



aglomerado estelar aberto NGC 6193 está no centro da imagem. 

A Nebulosa da Orla ou NGC 6188 está à direita do aglomerado e "marca a fronteira entre a região de formação estelar ativa no seio da nuvem molecular, conhecida por RCW 108".

Toda essa região está a cerca de 4.000 anos-luz de distância na Constelação Ara.

Nota: Imagem divulgada em 30 de abril de 1999

Fonte: ESO
Crédito: ESO





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